13.11.06

Do quanto pesa a leveza.


Sou um móbile solto no furacão, diferente daquele, que tinha 15 anos e não sabia muito bem como conduzir certas coisas. Fato é que sou um móbile, daqueles que abriu mão do hermetismo por nele só encontrar sofrimento. Daqueles que substitui o oboé em noite cinzenta por neurolinguística autopreservativa. Não, não me engano. Sou o mesmo de sempre, os mesmos sonhos e vontades, a mesma preguiça para o convencional, o mesmo que fala mais que deve. Só que agora diferente. Com desejos mais objetivos. O ser-feliz pode estar simplesmente no "levar a vida mais leve". E foi em sonho que ouvi isso. Prestei atenção nas sensações singelas. O frio na ponta dos dedos num dia de vento gelado, a água da chuva levando consigo o que de sujo tinha em minha face, o barulho do silêncio, o amor de minha mãe. O amor pela minha mãe. Aí ficou tudo mais fácil. Caminhos mais abertos, vontades não-atendidas, anseios melhor compreendidos. A vida há de ficar mesmo mais leve.